Terremoto histórico na Venezuela espalha destruição no país vizinho e assusta moradores do Norte do Brasil

  • por Redação
  • Thursday, 25 de June de 2026
Considerado o pior desastre do tipo no país em mais de um século, abalo duplo teve alertas máximos de perigo, deixou mortos, derrubou prédios e fez capitais brasileiras esvaziarem edifícios às pressas.(Foto: Reprodução)

 

Uma tragédia sem precedentes na história recente da Venezuela provocou a morte de pelo menos 188 pessoas e deixou mais de 1.500 feridos, acendendo um alerta internacional e trazendo reflexos imediatos para o Brasil, na noite desta quarta-feira (24).

O país vizinho foi castigado por um fenômeno raro conhecido como "terremoto duplo", quando dois abalos muito fortes acontecem praticamente juntos — o intervalo entre eles foi de apenas 39 segundos. O primeiro tremor atingiu a magnitude 7,2 e o segundo, ainda mais forte, alcançou 7,5. Os dois eventos receberam o alerta vermelho do Serviço Geológico dos Estados Unidos, o nível máximo de perigo que indica alto risco de mortes e prejuízos bilionários.

O centro dos tremores, se localizou no estado de Yaracuy, no norte venezuelano. O primeiro ponto de origem foi perto de San Felipe e o segundo ocorreu nas proximidades da cidade de Yumare, a poucos quilômetros de distância. O grande problema foi a profundidade: os abalos aconteceram a apenas 10 quilômetros da superfície, o que é considerado muito raso. Como a energia não encontrou barreiras na terra para ser absorvida, ela subiu com força total e destruiu mais de 250 edifícios, derrubando hotéis e prédios residenciais inteiros na capital, Caracas, e no estado litorâneo de La Guaira. O governo venezuelano decretou estado de emergência, cortou a luz e o gás para evitar explosões e suspendeu as aulas.

Mesmo acontecendo longe da fronteira terrestre, a força do terremoto viajou pelo solo e foi sentida com nitidez em várias partes do Norte do Brasil.

Moradores de Manaus, Belém, Boa Vista e Macapá viveram momentos de pânico. Nas capitais do Amazonas e do Pará, diversos prédios altos e condomínios precisaram ser esvaziados às pressas depois que lustres, armários e eletrodomésticos começaram a balançar.

Apesar do susto e do medo, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil vistoriaram os locais e acalmaram os moradores, explicando que o Brasil apenas sentiu o eco do tremor principal e que as estruturas aguentaram bem o impacto. O Itamaraty confirmou que, até o momento, nenhum cidadão brasileiro foi atingido pelo desastre na Venezuela.

Em uma corrente de solidariedade, o governo federal brasileiro lamentou profundamente o ocorrido e começou a organizar o envio de mantimentos e remédios.

Junto com a mobilização nacional, uma forte rede de apoio estadual foi criada no Brasil para enviar forças de segurança e suporte humanitário imediato.

O estado de São Paulo colocou à disposição suas equipes de elite do Corpo de Bombeiros e policiais militares especializados em buscas urbanas pesadas para atuar na linha de frente dos resgates.

O estado de Santa Catarina também se somou oficialmente à força-tarefa, oferecendo o envio imediato de bombeiros militares altamente qualificados e cães de resgate experientes no trabalho sob escombros.

Além de São Paulo e Santa Catarina, o Rio de Janeiro e Minas Gerais disponibilizaram o reforço de especialistas em tragédias estruturais. Por estarem colados na fronteira, os estados de Roraima e do Amazonas se mobilizaram com forças de segurança locais para garantir a escolta de comboios terrestres e abrir rotas logísticas urgentes, enviando ajuda médica e insumos básicos para socorrer as famílias afetadas.

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