ELEIÇÕES 2026 : Polícia Federal destinará mais de 450 agentes para proteger prováveis presidenciáveis em 2026

  • por Redação
  • Saturday, 18 de July de 2026
Corporação estima gasto de R$ 95 milhões em operação que contará com veículos blindados, tecnologia contra drones e equipes de inteligência para monitorar comícios e ameaças digitais aos candidatos.(Foto: Divulgação)

 

A Polícia Federal montou uma operação nacional que vai mobilizar até 458 servidores para garantir a segurança dos candidatos à Presidência da República durante a campanha eleitoral de 2026.

O plano da corporação prevê um investimento de R$ 95 milhões para acompanhar as agendas públicas em todo o país. O trabalho de proteção começará oficialmente no dia 20 de julho, logo após a definição e oficialização dos nomes dos concorrentes nas convenções dos partidos políticos.

A estrutura foi planejada para atender até dez campanhas presidenciais ao mesmo tempo. Atualmente, o cenário de pré-candidaturas já conta com nomes que despontam nas pesquisas de intenção de voto.

Entre os prováveis nomes da disputa estão o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tentará a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro, principal indicação da oposição. Também se movimentam no cenário eleitoral governadores e lideranças políticas como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, além de figuras públicas de diferentes partidos, a exemplo do escritor Augusto Cury e de Cabo Daciolo.

Para proteger os políticos e o público presente nos eventos, a polícia vai usar uma série de tecnologias avançadas, que incluem veículos com proteção reforçada contra tiros e equipamentos modernos capazes de bloquear e derrubar drones invasores.

Todo o trabalho será coordenado de forma centralizada a partir de uma sala de comando em Brasília, que funcionará em tempo real acompanhando os passos de cada equipe nas ruas.

Antes de cada comício ou caminhada, equipes especializadas vão realizar vistorias completas nos locais para barrar a entrada de objetos perigosos e identificar possíveis riscos.

Além da presença física nas ruas, o planejamento envolve analistas focados em monitorar redes sociais e o ambiente digital. O objetivo é antecipar ameaças e entender o nível de risco de cada candidato para definir o tamanho exato da equipe de proteção necessária.

O serviço oferecido pelo governo federal não é obrigatório, o que significa que cada partido tem a liberdade de aceitar ou recusar a escolta policial, a ação é oferecida para todos os presidenciaveis e já ocorreu atentado contra políticos, como ocorreu em 2018 com então candidato Jair Bolsonaro em seu último dia de campanha em Minas Gerais.

No caso de candidatos que já ocupam cargos públicos com direito a proteção própria, haverá adaptações. Se o presidente Lula confirmar sua candidatura, sua segurança será feita de forma compartilhada entre a Polícia Federal e a equipe militar que já atua no Palácio do Planalto.

Já outros concorrentes que possuem direito a guardas legislativos, como parlamentares, podem optar por manter seus defensores habituais e dispensar o apoio dos agentes federais.

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