Alesp terá renovação de 41,5% em 2027; 39 novos deputados assumem cadeiras em São Paulo

  • por Redação
  • Wednesday, 07 de October de 2026
Dos 94 parlamentares eleitos no domingo (4), 55 conseguiram a reeleição e 39 não integram a atual legislatura; PL amplia bancada e será a maior força política da Assembleia (Foto: Alesp)

 

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) terá uma renovação de 41,5% de suas cadeiras a partir de 2027. Dos 94 deputados estaduais escolhidos pelos eleitores paulistas nas eleições de domingo (4), 55 foram reeleitos e 39 não integram a atual legislatura.

Com isso, pouco mais de quatro em cada dez cadeiras da maior Assembleia Legislativa do país terão novos ocupantes em relação à composição atual. Os eleitos tomarão posse em 1º de fevereiro de 2027, quando começa a 21ª Legislatura da Alesp.

A renovação ocorre ao mesmo tempo em que há uma mudança importante na distribuição das forças políticas dentro da Casa. O Partido Liberal (PL) foi o principal vencedor na disputa proporcional e ampliou sua bancada de 21 para 27 deputados estaduais, consolidando-se como o maior partido da Assembleia.

O PT permanecerá com a segunda maior bancada, mas passará dos atuais 17 parlamentares para 16. O PSOL, por sua vez, ampliou significativamente sua presença, passando de cinco para nove deputados. O PSD também terá nove representantes.

Na sequência aparecem Podemos e Republicanos, com seis deputados cada; MDB e PP, com cinco cada; União Brasil, com quatro; e PSB, com três. Missão, Novo, PRD e PSDB terão um representante cada. Ao todo, 14 partidos estarão representados na nova composição da Alesp.

O resultado também fortaleceu a base política do governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos). Levantamento sobre a nova composição aponta que partidos alinhados ao governador continuarão formando uma maioria confortável na Assembleia, apesar do crescimento de setores da oposição.

Entre os símbolos da renovação está Eduarda Campopiano (PL). Aos 23 anos, ela foi a candidata a deputada estadual mais votada de São Paulo, alcançando 1.956.238 votos. O resultado colocou uma representante da nova geração política paulista no primeiro lugar da votação para a Assembleia.

Eduardo Suplicy (PT) apareceu em segundo lugar na votação geral, com 654.627 votos, enquanto Sofia Favero (PSOL) ficou na terceira posição, com 407.773.

A eleição também aumentou a representação feminina. Foram eleitas 28 mulheres para a próxima legislatura. Em 2022, 25 mulheres haviam conquistado cadeiras na Assembleia. Entre os cinco candidatos mais votados em 2026, três são mulheres: Eduarda Campopiano, Sofia Favero e Paula da Bancada Feminista (PSOL).

A renovação de 41,5% não significa, porém, que todos os 39 nomes sejam estreantes na política. Entre os novos integrantes da composição da Alesp estão vereadores, ex-prefeitos e políticos com experiência em outros cargos públicos. O PL sozinho elegeu 11 nomes que não fazem parte da atual composição da Assembleia.

Dos 77 deputados da atual legislatura que tentaram permanecer na Casa, 55 conseguiram a reeleição. Assim, apesar da entrada de 39 novos integrantes na composição, a maioria das cadeiras continuará ocupada por parlamentares que já exercem mandato estadual.

O resultado das urnas também evidencia mudanças entre partidos historicamente importantes no estado. O PSDB, que durante décadas foi uma das principais forças políticas paulistas, elegeu apenas uma representante, Ana Carolina Serra. Em 2014, a legenda havia conquistado 22 cadeiras na Assembleia.

A nova Alesp, portanto, combinará renovação significativa de nomes com manutenção de parte expressiva dos atuais parlamentares. Dos 94 assentos, 39 mudarão de ocupante, representando renovação de 41,5%, enquanto 55 — ou 58,5% — permanecerão com deputados reeleitos.

A composição definida nas urnas também deixa o PL como principal força partidária da Assembleia e mantém uma maioria de parlamentares pertencentes a partidos que apoiam o governador Tarcísio de Freitas. A partir de fevereiro de 2027, serão esses 94 deputados os responsáveis por votar projetos estaduais, discutir o orçamento paulista e fiscalizar os atos do Poder Executivo durante os próximos quatro anos.

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