SC : Alesc terá 35% de renovação e PL amplia bancada para 16 das 40 cadeiras em Santa Catarina

  • por Redação
  • Wednesday, 07 de October de 2026
Nova Assembleia Legislativa terá 14 mudanças na composição, enquanto o PL ganha cinco cadeiras e permanece como maior força partidária do Parlamento catarinense a partir de 2027. (Foto: Alesc)

 

As eleições de 2026 também produziram mudanças importantes na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Dos 40 deputados estaduais eleitos no domingo (4), 26 conseguiram a reeleição, 11 exercerão o primeiro mandato e três retornarão à Casa, fazendo com que a renovação da próxima legislatura chegue a 35%.

Na prática, 14 das 40 cadeiras terão parlamentares que não fazem parte da atual composição que termina o mandato. Os outros 26 postos continuarão ocupados por deputados reeleitos. A nova legislatura começa em 1º de fevereiro de 2027.

Além da renovação dos nomes, o resultado das urnas reforçou a predominância do PL na política estadual. O partido continuará com a maior bancada da Alesc e ampliará sua representação de 11 deputados eleitos em 2022 para 16 parlamentares em 2026, um crescimento de cinco cadeiras.

Com isso, sozinho, o PL ocupará 40% de toda a Assembleia Legislativa, ficando a apenas cinco cadeiras da maioria absoluta entre os 40 parlamentares.

A segunda maior representação será da Federação Brasil da Esperança, com cinco deputados do PT. A Federação União Progressista terá quatro eleitos, divididos entre dois do União Brasil e dois do PP. O MDB também terá quatro representantes.

PSD e Republicanos terão três deputados cada. O Podemos contará com dois, enquanto Novo, PDT e a Federação PSOL/Rede terão uma cadeira cada.

A nova configuração partidária ganha ainda mais importância diante da reeleição do governador Jorginho Mello. Com o PL ocupando 16 cadeiras e outros partidos de centro e direita mantendo presença expressiva na Assembleia, o governador inicia seu segundo mandato diante de um Legislativo com forte representação de legendas desse campo político.

Isso não significa, entretanto, que todos esses parlamentares integrarão automaticamente a base do governo. Apoio ao Executivo depende das posições de cada partido e deputado durante a legislatura. O resultado eleitoral, porém, deixa o PL em posição central nas negociações políticas dentro da Casa.

Outro destaque das urnas foi a votação de Ana Campagnolo (PL). A deputada foi reeleita com 387.523 votos, alcançando a maior votação entre todos os candidatos a deputado estadual de Santa Catarina. Ela recebeu aproximadamente 9% dos votos válidos para o cargo.

A segunda maior votação também ficou com uma mulher. Luciane Carminatti (PT) recebeu 124.590 votos e conquistou o quinto mandato na Assembleia.

A próxima legislatura contará com cinco mulheres entre os 40 deputados, o equivalente a 12,5% das cadeiras. Além de Ana Campagnolo e Luciane Carminatti, foram eleitas Juliana Maciel (PL), Chica do Eskudlark (PL) e Anna Carolina (Republicanos).

O PL também terá maioria dentro da bancada feminina: três das cinco mulheres eleitas pertencem ao partido.

Entre os 14 parlamentares que representam a renovação estão 11 deputados que exercerão o primeiro mandato na Alesc e três que retornarão ao Legislativo estadual depois de já terem passado pela Casa anteriormente. Portanto, o índice de 35% representa mudança na composição, mas não significa que todos sejam estreantes na atividade política.

A renovação ficou abaixo de outros pleitos catarinenses. Na eleição de 2022, 24 deputados conseguiram a reeleição, enquanto em 2026 foram 26. Em 2016, a mudança chegou a 57,5% das cadeiras, com 23 dos 40 postos passando por renovação.

Parte da mudança também ocorreu porque sete integrantes da atual legislatura não buscaram a reeleição para deputado estadual. Alguns decidiram disputar outros cargos nas eleições deste ano. Quatro atuais deputados estaduais, por exemplo, foram eleitos para a Câmara dos Deputados e deixarão a Alesc em 2027.

O cenário catarinense mostra, portanto, uma característica diferente da observada em estados onde a troca de parlamentares foi maior. Em Santa Catarina, a renovação ficou em 35%, mantendo 65% das cadeiras nas mãos de deputados reeleitos, mas houve uma mudança significativa na força das bancadas.

O principal movimento ocorreu justamente no PL. Ao passar de 11 para 16 deputados estaduais, o partido ampliou em aproximadamente 45% o número de cadeiras conquistadas em relação à eleição anterior e assumirá sozinho quatro de cada dez assentos da Assembleia.

O resultado se soma ao desempenho do partido nas principais disputas estaduais. Além da reeleição de Jorginho Mello para o governo, o PL conquistou as duas vagas de Santa Catarina para o Senado, com Carol de Toni e Carlos Bolsonaro.

A nova composição da Alesc será responsável, a partir de 2027, por analisar projetos do segundo mandato de Jorginho Mello, votar o orçamento estadual, discutir novas leis e fiscalizar as ações do Executivo.

Embora a troca direta de nomes tenha alcançado 35%, as eleições modificaram o equilíbrio interno do Parlamento catarinense. O PL sai das urnas ainda mais fortalecido, com 16 das 40 cadeiras, e passa a ocupar sozinho 40% da Assembleia Legislativa, enquanto novos e antigos parlamentares formarão a 21ª Legislatura de Santa Catarina.

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